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O segredo do Rio Jordão - Cap. 1


Capitulo 1


Foto de Caio Tozzi

Quando começaram a namorar ele tinha vinte e um. Era muito jovem. Quando descobriu que ela fazia parte de um grupo de pessoas que rezam o terço na casa das outras pessoas ficou claro que deveria tomar outra postura para ter alguma relação carnal com Beatriz. Era simples assim, ele se comportaria durante alguns meses e enquanto isso procurava um jeito de fazer a cabeça dela. Convenceria ela de que deveriam dormir juntos e quando isso acontecesse, pronto, acabou, mais uma mulher conquistada e feita para o mundo.

No colégio ele era conhecido como o “senhor quebra cabaço”. Gostava dessa reputação. As pessoas olhavam para ele com respeito. Alguns com ódios, pois gostava de roubar as namoradas daqueles pobres coitados que se quer tinham um centavo no bolso para levar a namorada para tomar um sorvete. E ele, como não era bobo, pegava o carro do pai – que também era um porcaria como o filho – e saia pagando de playboy. As meninas adoravam sair com rapazes com carros. Elas pediam a ele que as levassem para qualquer lugar: “eu vou pra onde você me levar Gustavo”. E era essa a boa reputação que Gustavo queria manter, do cara que pega as menininhas que gostavam de dar uma volta no carro. E não só isso, mas o “senhor quebra cabaço”, pois todas essas menininhas eram virgens, e com a ajuda da aparência do carro, elas achavam que Gustavo era mais velho – por que dirigia, mas ainda não tinha habilitação – logo, faziam qualquer coisa para que ele as levasse para onde Gustavo queria levar.

Quando conheceu Beatriz pensou que poderia aplicar o mesmo golpe. Ela já estava na faculdade e ainda não havia se deitado com um cara. Era a chance de Gustavo deflorar uma garota da faculdade. Isto por que a maioria das garotas – as belas – da faculdade já não eram mais virgens, isto por que a maioria delas já andaram de carro antes dois quinze. Então, quando Gustavo ficou sabendo que Beatriz era a pedra preciosa da sala de aula, não perdeu tempo.

Quando sentou do lado de Beatriz pela primeira vez estava na sala o professor de filosofia. Ele estava falando alguma coisa sobre o mito da caverna, uma teoria criada por um sujeito chamado Platão e que viveu numa época antes de cristo, coisa pra gente chata. Com Gustavo não gostava de perder o seu tempo vendo aulas de filosofia o seu ego inflou e o seus neurônios forma se perdendo com o tempo. Seu motivo de viver foi esquecido, ou melhor, jogado no lixo, isto por que só existe uma filosofia a seguir, eu quero sexo e pode colocar mais. Existia uma figura no mundo filosófico que despertou a simpatia em Gustavo e foi um meio habilidoso que se utilizou para chegar mais perto de Beatriz. Esse sujeito era Santo Agostinho, celebre pela sua máxima “Deus me conceda a castidade, mas não agora”. O engraçado nisso tudo é que (...)


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